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Debate-conferência “Presente no Futuro”
March 7th, 2013Blogue, Posts Destacadossddupguest 0 Comments

 

No passado dia 27 de Fevereiro, ocorreu, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto, o primeiro encontro do ciclo “Presente no Futuro – os portugueses em 2030”, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Este encontro foi moderado por Manuel Carvalho, antigo director-adjunto do Público, formado em Direito e jornalista na área da economia, e contou com uma introdução de Maria João Valente Rosa, doutorada em Sociologia, especialidade demografia, e coordenadora do Conselho Científico do encontro “Presente no Futuro”.

Três personalidades muito distintas foram convidadas para oradoras neste debate: Irma Magalhães, estudante de Direito da FDUP e Vice-Presidente da Sociedade de Debates da Universidade do Porto; Mariana Branquinho, managing partner da Heidrick & Struggles, cuja actividade se centra na consultoria estratégica e gestão de talento; e, por fim, Graça Maria Martins, licenciada em Comunicação Social pela Universidade do Minho, trabalha na empresa Mola-Ativism, na estratégia da marca.

O evento começou às 17h, com uma apresentação de Maria João Valente Rosa sobre a demografia em Portugal e os problemas de envelhecimento que assolam o nosso país.

Após esta introdução, o debate começou, focando-se em assuntos como: quais as oportunidades para os jovens num mundo cada vez mais idoso?, qual o tipo de conhecimento mais importante para o mundo actual: o especializado numa área, ou a capacidade de dar resposta em diferentes campos?, o conceito de elasticidade, será que a geração mais nova culpa os mais velhos pelo estado do país?, somos conformistas ou inconformistas?, entre muitos outros.

As opiniões divergiram entre as oradoras; entre a necessidade de dominar a “gramática” sobre a qual a empresa em que trabalhamos se sustém, perspectiva dada por Graça Martins, a adaptação ao mercado de trabalho e mudança de paradigma do “dream job”, defendida por Irma Magalhães e a capacidade de resposta ao trabalho, que passa por uma “viagem interior”, como disse Mariana Branquinho, uma das conclusões que se pode tirar é que, hoje em dia, é preciso cada vez mais trabalho e dedicação para se alcançar algo.

Depois uma hora de debate sobre as mais diversas temáticas, a audiência pôde participar e realizar perguntas às oradoras. Questões como o novo conceito de empreendedorismo, a falta (ou não) de espírito crítico entre os jovens, a valorização da experiência pelo mercado de trabalho, se o trabalhador se deve adaptar ao emprego ou o emprego se deve adaptar ao trabalhador, são alguns exemplos.

A apreciação geral do evento foi muito positiva. As diferentes perspectivas apresentadas, uma visão refrescante sobre o futuro, a participação activa e interesse da audiência, tudo isto contribuiu para que o primeiro encontro “Presente no Futuro – os portugueses em 2030” fosse um sucesso.

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